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Como comprar seu “zero km”

Faça as contas e escolha a modalidade certa para fechar o melhor negócio a prazo

Rio –  Com a recente redução do IPI e das taxas de juros do financiamento para a compra de veículos zero quilômetro, muitos brasileiros pensam logo em adquirir um carro novo. Mas, na hora de comprar, a prazo, surge a dúvida. Qual a melhor maneira de financiar o automóvel?

Afinal, existem três diferente maneiras — Leasing, Crédito Direto ao Consumidor e Consórcio. E cada uma delas apresenta características distintas. Portanto, é preciso ver o que mais se enquadra ao seu orçamento.

ARRENDAMENTO

O Leasing, na verdade, não é especificamente um financiamento, mas um contrato, pomposamente batizado pela legislação brasileira de arrendamento mercantil. Neste caso, a pessoa que adquire o carro não é dona do veículo. Ao contrário, o automóvel, enquanto não for totalmente quitado, pertence ao banco ou financeira.

E por o veículo ficar no nome do banco ou da financeira, uma vez que são elas que, na verdade, compram o automóvel, no Leasing não há a incidência de IOF — Imposto sobre Operações Financeiras. Portanto, os juros praticados por esta modalidade são menores do que no Crédito Direto ao Consumidor.

O CDC, por sua vez, é um tipo de operação em que bancos ou financeiras fornecem crédito a pessoa que irá adquirir o carro. Neste caso, o automóvel não fica no nome da instituição que concede o financiamento, mas de quem toma o empréstimo. Entretanto, a garantia da operação de crédito é feita através de alienação fiduciária do veículo ao banco ou financeira — o credor tem a posse indireta do bem e o devedor permanece com a posse direta, mas na qualidade de depositário.

Já o consórcio, a grosso modo, é um sistema que reúne, em grupo, pessoas físicas ou jurídicas que têm um interesse comum — a compra de um bem através de autofinanciamento. Nesta modalidade, o valor do bem é diluído num prazo determinado e é administrado por uma instituição financeira.

No consórcio, o bem não fica à disposição imediata — depende de sorteios ou lances. Ao mesmo tempo, não existem taxas de financiamento — paga-se apenas a administração do período já determinado e a taxa é diluída ao longo de todas as parcelas.

TAXAS

Comprar um carro zero sem precisar dar entrada é uma prática que está se tornando cada vez mais rara. A opinião é de Gerson Pinna, gerente de vendas da Milocar. Afinal, destaca ele, as parcelas do financiamento de automóveis novos ficam muito altas e é preciso ter uma boa renda para garantir o pagamento do empréstimo. “Com entrada de 50% do valor do carro, muitos bancos já chegam a praticar juros zero. Já com entrada de 30%, as taxas têm variado entre 0,7% e 0,9%, em 60 meses”, exemplifica Gerson Pinna.

Veículo: O Dia