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Após estagnação, crédito para veículos sobe

Depois de um período de crise mais intenso, o consumidor está retomando a confiança para assumir financiamento de longo prazo. Essa é a opinião do presidente da Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef), Luiz Montenegro, ao divulgar um crescimento de 23,5% no crédito para veículos, para pessoa física, em fevereiro, ante o mesmo mês de 2008, para um saldo de R$ 144,7 bilhões.

Ante janeiro, o crescimento foi na ordem de 5%. “Os números são significativos, até em comparação com a indústria”, classifica Montenegro.
 
Desse estoque, R$ 63 bilhões foram ofertados por meio do leasing, um aumento de 86,4% ante fevereiro do ano passado, enquanto R$ 81,7 bilhões foram financiados via Crédito Direto ao Consumidor (CDC ), uma queda de 2% em comparação ao mesmo período de 2008.
 
Segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a produção de veículos registrou queda de 18,5%, na comparação com o mesmo mês do ano passado, e alta de 9,2% em relação a janeiro, somando 195,9 mil veículos. A Anfavea estima ainda um total de 2,8 milhões de veículos produzidos no ano.
 
“Em janeiro, fevereiro e março sentimos que houve uma demanda forte por crédito para veículos e a volta dos agentes financeiros a este mercado”, explica Montenegro. A Anef ainda não possui os números de março fechados nem projeções para o ano. “Porém haverá crédito suficiente para garantir o crescimento da indústria”, garante o executivo da entidade, que vê o trimestre com otimismo. “Houve manutenção das liberações de exigibilidade de compulsório, que garantiu liquidez para as instituições e a demanda por veículos e financiamento continua”, acredita.
 
Para ele, a situação deverá se manter “bastante saudável” até junho, período em que ainda vale para o setor a liberação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). “Depois fica mais difícil visualizar como o setor irá se comportar. Irá depender do andamento da economia como um todo”, projeta.
 
Ainda segundo dados da Anef, a taxa de juros média caiu entre dezembro de 2008 e fevereiro, de 23,8% ao ano para 22,4% ao ano, enquanto a inadimplência subiu de 4,5% para 4,8%. “Analisamos as razões para esse patamar de inadimplência e reagimos a contento”, diz. As ações tomadas, descreve, foram a diminuição do prazo de, no máximo, 72 meses, para até 60 meses, e aumento no valor da entrada. “Agora, acreditamos estar em um patamar de segurança compatível com o momento e podemos retomar a redução dos juros.”
 
Banco de montadora
 
O banco Mercedes-Benz ampliou em 30% os financiamentos para novos negócios no primeiro bimestre de 2009, em relação ao mesmo período do ano passado, a um total de R$ 373,8 milhões.
 
A linha de crédito para máquinas e equipamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Finame, foi responsável por 70% deste total, com saldo de R$ 264,3 milhões, crescimento de 40% no período.
 
O CDC teve representatividade de 6% do total financiado, porém com um crescimento de 47% ante o período de 2008, subindo de R$ 14,4 milhões em janeiro e fevereiro do ano passado para R$ 21,1 milhões nos dois primeiros meses de 2009.
 
leasing, que representou 24% dos financiamentos, teve uma alta de 4%, de R$ 84,9 milhões no primeiro bimestre de 2008 para R$ 88,4 milhões em 2009. A carteira do Banco Mercedes-Benz apresentou alta de 31% em 2009, chegando a R$ 4,7 bilhões, ante R$ 3,6 bilhões em fevereiro de 2008.
 
De acordo com a Associação Nacional das Empresas Financeiras de Montadoras (Anef), carteira de crédito para pessoa física chegou a R$ 144,7 bilhões ao final de fevereiro.
 

Veículo: DCI