Em 20 anos, demanda por aviões chega a US$ 200 bi

Estudo feito pela Embraer e divulgado ontem, na feira de aviação de Farnborough, em Londres, indica uma demanda de 6.875 jatos novos no segmento de 30 a 120 assentos nos próximos 20 anos. Os novos pedidos, de acordo com a Embraer, representam negócios da ordem de US$ 200 bilhões.

As estimativas feitas pela Embraer integram o estudo "Market Outlook", produzido pela área de Inteligência de Mercado da companhia e que analisa as tendências da indústria da aviação, por região, no mundo, entre 2010 e 2029.
 
Do total previsto para esse período, segundo a Embraer, 2.895 jatos deverão ser entregues nos próximos 10 anos e o restante até 2029. A Embraer prevê ainda que a frota de jatos até 120 lugares aumentará de 4.895 aeronaves em 2010 para 7.780 em 2029.
 
As estimativas da empresa se baseiam, entre outros fatores, numa previsão de crescimento médio anual para o tráfego aéreo de 4,9%. A demanda no setor em 2029 será 2,7 vezes maior que em 2029, atingindo mais de 12 trilhões de RPK (sigla em inglês para receita por passageiro por quilômetro), informou a fabricante brasileira de aviões.
 
A China, segundo a Embraer, registrará o maior crescimento no tráfego aéreo mundial , com 7,3%, seguida pela região da América Latina, Ásia-Pacífico, Rússia e Comunidade dos Estados Independentes (CEI), que devem crescer 6% ao ano. Mais de um terço do tráfego aéreo mundial em 2029, segundo estimativa da Embraer, estará concentrado nas regiões da Ásia-Pacífico e China.
 
Na África, o crescimento anual estimado é de 5% e na América do Norte e Europa a previsão é de uma alta de 3,5%, em média. Essas duas últimas regiões, no entanto, terão uma redução de 13% na participação no tráfego aéreo mundial, passando de 57% em 2009 para 44% em 2029.
 
A Embraer informou ainda que a demanda por jatos regionais de 50 assentos, onde está inserida sua aeronave ERJ-145, está saturada, embora ainda exista um mercado para substituição nos próximos 20 anos. Os jatos ERJ-145 também poderão apoiar o desenvolvimento da aviação regional em países como a Rússia, Ucrânia e Bielorússia, México, África e América do Sul.
 
Segundo informação da Embraer, as vendas de aeronaves usadas também vêm registrando um aquecimento e a previsão é de uma demanda anual entre 15 a 20 unidades nos próximos três a cinco anos, dos modelos da família ERJ, de 37 a 50 lugares e do jato 170. A administração e a negociação do portfólio de aeronaves usadas da Embraer são realizadas pela ECC Leasing Company Limited, subsidiária integral da empresa, criada em setembro de 2002. O portfólio administrado pela ECC engloba cerca de 81 aeronaves.

Veículo: Valor 20/07/2010