Banco holandês é o novo braço financeiro da Ciber

A Ciber Equipamentos firmou parceria com o holandês De Lage Landen (DLL), que atua no nicho dos chamados bancos de montadoras, para turbinar o aporte de crédito a clientes.

A partir de agora, a empresa, que é líder no mercado de implementos e máquinas para construção, restauração e manutenção de rodovias no País, deve brigar por maior fatia de clientes, aposta o diretor-presidente Walter Rauen de Souza. Nos quatro primeiros meses de 2010, a companhia registra alta de 20% no faturamento ante o mesmo período de 2009.
 
A produção em 2010 deve ficar 70% acima da do ano passado, somando mais de 500 unidades entre fresadores, rolos compactadores, usinas de asfalto e vibro acabadoras. A maior saída é de usinas de asfalto, com mais de 50% dos pedidos. As exportações, que em 2009 caíram pela metade, devem crescer 25%. O faturamento bruto no ano passado foi de R$ 298 milhões.
 
A associação com o banco deve atingir por enquanto apenas vendas internas. “Estamos negociando para estender as exportações”, antecipou o diretor-presidente. A associação foi formalizada na sede da companhia, na zona Norte da Capital, com a presença do presidente do DLL no Brasil, Maarten Viskal.
 
A indústria brasileira, que pertence ao grupo alemão Wirtgen, espera que a parceria ofereça melhores condições de avaliação e atendimento a necessidades dos clientes. O maior mercado da Ciber é o Sudeste e estados do Paraná e Goiás. “Nesta região, os concorrentes têm braços próprios para financiamento. Teremos agora um suporte mais adequado e podemos formular pacotes de recursos para resolver as demandas”, projeta o diretor-presidente.
 
A principal fonte, mais de 60% dos recursos usados nas aquisições, virá de linhas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes). Nesta área, os juros anuais são de 4,5% até junho e de 5,5% até dezembro.
 
Um diferencial na atuação do DLL, indicou o executivo da Ciber, será a participação de representantes da marca em cada região. Eles poderão formatar as operações, com suporte do banco e acompanhar a análise de cadastro. Souza citou que a diferença na nova fase de suporte financeiro é que a trajetória do negócio e a capacidade de pagamento dos compradores serão levadas em conta na avaliação e liberação de recursos.
 
Os investimentos públicos em estradas, incluindo retomada de obras no Rio Grande do Sul, depois de mais de dez anos de estagnação, são apontados como variável mais determinante para a projeção de elevação dos negócios.
 
O recente anúncio de redução do ICMS de 17% para 12% para o setor também beneficiará a produção da Ciber. Hoje 70% de fornecedores de peças e partes de componentes são produzidas por indústrias gaúchas.
 
O diretor comercial do banco no Brasil, Everton Lacerda e Silva, informou que a associação com a marca é a primeira neste segmento. Silva aposta no desempenho maior dos contratos em 2010 com o novo potencial de clientes. O primeiro trimestre do ano já registra avanço de 40% na liberação de recursos.
 
As linhas do Bndes respondem por 85%. O setor de máquinas agrícolas, com a maior operação feita com a AGCO, é responsável por 85% dos contratos. Além do crédito oficial, o DLL oferece leasing e CDC com funding próprio. “Temos aporte financeiro para suportar a escalada de pedidos de crédito”, assegura o direto comercial.
 
Sul América Saúde compra 49,92% da Brasilsaúde
 
A Sul América Seguro Saúde, controlada da SulAmérica, fechou nesta quinta-feira a compra de 49,92% do capital social da Brasilsaúde detido pelo BB Seguros, pelo preço de R$ 28,4 milhões. As ações objeto do contrato de compra significam a totalidade da participação detida pelo Banco do Brasil na Brasilsaúde. A efetivação da aquisição está condicionada à aprovação das autoridades regulatórias.
 
Com isso, a SulAmérica reforça sua posição nos segmentos de saúde e odontologia, ficando com uma carteira total de 1,8 milhão de membros. O término da associação da SulAmérica com o BB nos ramos de seguro saúde e odontológico não modificará as condições previstas nas apólices emitidas ou o relacionamento com os prestadores de serviços.
 
A Brasilsaúde conta com 100 mil membros segurados, sendo a maioria em apólices coletivas. “A prioridade neste momento é integrar as carteiras e a manter os serviços que são prestados”, afirmou o vice-presidente corporativo e de Relações com Investidores da Sul América, Arthur Farme.

Veículo: Jornal do Cmércio 21/05/2010