TAM apoia modelo de concessões

O presidente da TAM, Líbano Barroso, defendeu hoje o modelo de concessões como solução aos gargalos na infraestrutura aeroportuária brasileira.

O executivo afirmou que a instalação de módulos operacionais para ampliar a capacidade de atendimento em aeroportos dará fôlego ao setor em um prazo de três anos.
 
Ele disse também que a construção de um terceiro terminal no aeroporto internacional de Guarulhos é uma necessidade para a demanda que surgirá com a realização da Copa do Mundo em 2014.
 
Não obstante, Barroso assinalou que uma solução de longo prazo para a situação dos aeroportos passa pela participação da iniciativa privada, principalmente por meio de um modelo de concessão.
 
"Nós acreditamos que é mais viável fazer a concessão porque isso não significa a venda de ativos e é um modelo que está consagrado", afirmou o presidente da TAM, após apresentação dos números da empresa em encontro com analistas e investidores organizado pela Apimec. "Mas isso é uma decisão governamental", acrescentou.
 
Conforme o executivo, o setor deve crescer a uma taxa média anual de 7% a 9% nos próximos 20 anos, uma tendência comprovada em um estudo da consultoria McKinsey encomendado pelo BNDES - o qual a TAM teve acesso a uma parte do conteúdo há cerca de duas semanas.
 
Segundo Barroso, os dados desse levantamento confirmam a necessidade de algum sistema de participação da iniciativa privada para levar a cabo os investimentos em aeroportos.
 
Durante o evento, ele também reafirmou a tendência de recuperação das tarifas de voos domésticos a partir de junho, com o prognóstico de uma variação positiva dentro da faixa de zero a 5%.
 
Essa tendência reflete a expectativa de crescimento no tráfego de passageiros de negócios, junto com um aumento sazonal da demanda no segundo semestre.
 
Outro ponto abordado no evento foi o nível de alavancagem da companhia aérea, considerado alto pela própria empresa, que está operando com um múltiplo de 6,6 vezes na relação entre a geração de caixa medida pelo Ebitdar (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação, amortização e leasing) e a dívida líquida.
 
A TAM, no entanto, prevê reduzir essa relação para a faixa de 4 a 5 vezes em três anos, como resultado do menor custo das últimas dívidas e do aumento da receita com maior eficiência em custos.
 
Sobre a expectativa de crescimento na geração de caixa, Barroso afirmou que diversas rotas lançadas entre o fim de 2008 e o início de 2009 já superaram o período de maturação e começam a mostrar resultados.

Veículo: Valor 21/05/2010