Ganho do Panamericano aumenta 58%

O Panamericano, banco especializado em financiamento à  pessoa física cujo controle pertence ao empresário e apresentador de TV Silvio Santos, é outro dos bancos de médio porte do País com crescimento importante no 1 semestre do ano. No período, a instituição registrou lucro líquido de R$ 159 milhões, valor 58% superior aos R$ 101 milhões alcançados durante igual período do ano passado.

O patrimônio líquido do Panamericano atingiu R$ 1,4 bilhão, um retorno anualizado de quase 25%. em relação aos R$ 1,3 milhão do 1semestre de 2007.

Um dos destaques do banco na primeira metade do ano foi a expansão de sua carteira de crédito, que cresceu 47%, atingindo a soma de R$ 8, 6 bilhões. O crescimento da carteira foi puxada pelas áreas de crédito ao consumo para compra de veículos e de empréstimos consignados.

A carteira de financiamento de veículos cresceu 55%. As de crédito consignado registrou expansão de 33%. O interesse pela aquisição de carros também fez com que o banco ampliasse sua carteira de financiamentos por meio de arrendamento mercantil (leasing), cujas volume transacionado no 1semestre do ano somarem R$ 835 milhões, um crescimento de 82% em relação a igual período comparativo do ano passado. A expansão média do mercado foi de 50%. "A evolução tem origem no aquecimento do mercado automotivo, que beneficiou todos os mecanismos de venda a prazo e migração das vendas anteriormente realizadas através do Crédito Direto ao Consumidor (CDC) para o leasing. Foi um período muito benéfico para o segmento de venda de veículos no Brasil", exemplifica o diretor-financeiro e de relações com investidores do banco, Wilson de Aro. A expansão desse filão de mercado continua sendo um dos principais objetivos do banco. A idéia é saltar de nove mil lojistas cadastrados na modalidade para cerca de 15 mil em todo o País.

Durante o processo que antecedeu sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), que levantou R$ 700 milhões no fim do ano passado, o banco planejava investir em outros segmentos, como a ampliação do número de lojistas cadastrados a oferecer CDC e de sua base de cartões de crédito. Esses investimentos também têm ocorrido.

Ações sofrem com crise

Assim como tem acontecido com os outros bancos de médio porte, os papéis do Panamericano na Bovespa tem sofrido com a crise de crédito norte-americana. No fechamento de ontem, as ações fecharam a R$ 7,49, valor 25% inferior ao preço de sua colocação no IPO. Como acha que o preço está baixo, o banco vai comprar 10% dos papéis em circulação.

Veículo: Gazeta Mercantil Finanças & Mercados 15/8/08 Estado: SP