Leasing cresce 67% e atinge R$ 107 bilhões

Puxadas pela forte expansão registrada no primeiro semestre de 2008, as operações de arrendamento mercantil encerraram o ano com crescimento de 67,2%, melhor desempenho da história das empresas de leasing.

Rafael Cardoso, presidente da Abel: difícil prever desempenho em 2009
O valor presente da carteira, medida usada pela Associação Brasileira das Empresas de Leasing (Abel), atingiu R$ 106,67 bilhões em dezembro, contra R$ 63,8 bilhões do fim de 2008.
 
Em termos de novos negócios, no acumulado do ano passado foram fechados R$ 79,63 bilhões, volume 46,3% superior ao total de contratos celebrados no mesmo período de 2007.
 
Desde 2003, o leasing apresenta crescimento médio de 64% ao ano, tendo superado o crédito direto ao consumidor (CDC) e as compras à vista na preferência das pessoas físicas.
 
Apesar de o ano ter sido positivo, a crise afetou os negócios de arrendamento, visto que 88,6% das operações são feitas para a compra de veículos, cujas vendas foram fortemente atingidas a partir do agravamento da crise - máquinas e equipamentos respondem por 8,90% do total.
 
"Em outubro, o mercado complicou um pouco e em novembro houve queda, mas dezembro já apresentou recuperação por conta da redução do IPI e dos feirões das montadoras", conta Rafael Cardoso, presidente da Abel.
 
Apesar da melhora no último mês e de bons indicadores de produção de veículos em janeiro, Cardoso prefere não fazer previsões para o mercado neste ano.
 
"Os três primeiros meses vão ser meses mais fracos, depois vamos avaliar. É difícil fazer previsão nesse contexto. Se o volume de operações for igual, já vai ser uma conquista", afirma.
 
As preocupações de Cardoso são as mesmas que atingem todo o mercado de crédito. Com a solução para a crise ainda indefinida, as incertezas quanto ao impacto no desempenho da economia se acentuam. O temor é pelo aumento do desemprego e a consequente aceleração da inadimplência.
 

Veículo: Valor Economico