Bancos reduzem taxas de juros ao consumidor após decisão do Copom

Acompanhando a tendência da taxa Selic, que foi reduzida em 100 pontos-base na última quarta-feira (21), Itaú, Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal anunciaram redução em suas taxas de juros em diversas modalidades.

 "A redução da taxa básica de juros é muito bem-vinda para estimular o consumo e a atividade econômica, num quadro em que o risco de aceleração da inflação é muito baixo", afirmou o presidente do Itaú, Roberto Setubal.
 
A instituição repassou a seus clientes que utilizam o empréstimo pessoal parcelado (Crediário Automático) e o cheque especial o corte feito pelo Copom. Dessa forma, os juros do Crediário Automático passam de 7,09% para 7,01% ao mês. Já taxa do cheque especial sai de 8,95% para 8,87% ao mês.
 
No caso do Unibanco, a redução será de 0,08 ponto percentual sobre as taxas mensais do CPP (Crédito Pessoal Parcelado) e do cheque especial, conforme nota divulgada à imprensa na noite da última quarta-feira (21). Em ambas instituições, as novas taxas entram em vigor a partir da próxima segunda-feira (26).
 
Mais reduções
 
Os clientes do Bradesco, por sua vez, sentirão a mudança já nesta quinta-feira (22). O banco reduziu a taxa de juros mínima do cheque especial de 4,83% para 4,78% ao mês, e a máxima, de 8,64% para 8,56% ao mês. No Crédito Pessoal, a taxa mínima passou de 3,39% para 3,31% ao mês, e a máxima, de 5,99% para 5,91% ao mês.
 
A instituição também alterou as taxas do CDC Veículos (mínima: de 1,70% para 1,62%, máxima: de 2,76% para 2,68%), CDC Bens (mínima: 2,98% para 2,90%, máxima: 4,26% para 4,18%) e da modalidadeLeasing Veículos (mínima: 1,94% para 1,86%, máxima: 4,26% para 4,18%).
 
No grupo Santander, que também inclui o Banco Real, a taxa do crédito pessoal está sendo reduzida em 5%. O juro máximo cai de 6,69% para 6,36% ao mês. No crédito consignado, a taxa mensal máxima caiu de 3,60% para 3,50%, e a mínima, de 1,99% para 1,89%, para contratos em até um ano.
 
O cheque especial também foi alterado: a taxa está sendo reduzida de 9,85% para 9,70% ao mês. No caso do Realmaster, a taxa sai de 9,85% para 9,70% ao mês. As mudanças, no caso do Santander, valem a partir de 1º de fevereiro.
 
Bancos Públicos
 
Após três reduções de encargos de suas principais linhas de crédito, desde novembro do ano passado, o Banco do Brasil alterará novamente as taxas de juros de diversas operações. A taxa mínima do cartão de crédito será reduzida de 3,79% a.m. para 3,71% a.m. No CDC, as taxas mensais do crediário saíram de 3,19% para 2,62%; na linha de financimento para material de construção, os juros mensais foram de 1,88% para 1,78% e, no parcelado cartão, de 3,56% para 3,46%.
 
Na instituição, a taxa máxima do cheque especial sofreu variação de 7,99% para 7,91% a.m., enquanto a taxa mínima sairá de 1,42% ao mês para 1,34% ao mês. Os novos valores serão válidos a partir da próxima sexta-feira (23).
 
Já a Caixa Econômica Federal praticará a segunda redução de juros do banco, desde o início do ano, em 1º de fevereiro. Dessa vez, a entidade promoveu ajustes em 11 linhas que atendem pessoas físicas e jurídicas, sendo algumas delas detalhadas na tabela a seguir:
 
Taxas de juros Caixa Econômica Federal
para Pessoa Física Produto Taxa anterior (a.m.) Nova taxa (a.m.) Cheque especial 7,49% 7,35% Consignado 2,5% 2,39% Crédito Pessoal 4,98% 4,85% CDC 4,44% 4,39%
 
Outros cortes
 
Além dos cortes já citados, a Caixa também reduziu as taxas em linhas de convênio, sendo que a diminuição em algumas modalidades chega a 19,73%, passando de 2,99% para 2,39%. Para outras linhas, as taxas podem variar de 2,12% para 2,05% a.m., o que, segundo o banco, representa diminuição de 3,30%.
 
Em grande parte dos bancos, as linhas destinadas às empresas também sofreram alterações. Até o fechamento desta matéria, a assessoria de imprensa do banco HSBC não tinha uma posição definida da instituição. 

Veículo: Administradores