Juro de duplicatas e capital de giro cai com redução da Selic

SÃO PAULO - Os efeitos da queda de um ponto percentual na taxa Selic já estão sendo repassados ao tomador final. Segundo projeções da Associação Nacional dos Executivos de finanças (Anefac), na linha de capital de giro, por exemplo, um empréstimo no valor de R$ 50 mil, pelo prazo de 90 dias, teria uma redução de R$ 129,77 no total de juros pago. A entidade utilizou a taxa média inicial de 4,03%, reduzida para 3,95%. Por esses valores, segundo a Anefac, os juros a serem pagos cairiam de R$ 6.291,89 para R$ 6.162,12.

 Logo após o anúncio da queda na taxa básica, os bancos promoveram, em massa, cortes em suas taxas de juros. A maioria manteve reduções de 0,08 ponto percentual ao mês, o que significa um repasse integral da nova Selic ao longo do ano. Outros, como as instituições federais, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, promoveram baixas acima da Selic, o que mostra a disposição do governo de se utilizar desses bancos como ferramentas de política econômica, ao induzirem quedas mais expressivas no sistema financeiro nacional.
 
Ontem mesmo, o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), Welber Barral, reforçou a pressão do governo, ao declarar, em seminário de comércio exterior na sede da Câmara Americana de Comércio (Amcham), em São Paulo, que espera um efeito da queda da Selic no sentido de reduzir o custo do crédito. Ele espera também que, com a redução dos juros, o exportador possa ter mais mecanismos de financiamento e de Adiantamentos de Contrato de Câmbio (ACCs). Até agora, nenhum banco anunciou medidas visando essas linhas.
 
Essa já é a segunda redução nas cobranças da Caixa no mês de janeiro, que ontem anunciou um pacote de reduções em onze linhas, entre elas capital de giro e desconto de duplicatas.
 
Segundo a projeção da Anefac, um crédito em desconto de duplicata, no valor de R$ 20 mil, por um período de 90 dias, renderia uma redução de R$ 51,59 no total de juros pagos, de um total de R$ 2.309,61 para R$ 2.258,02. A entidade utilizou a taxa média inicial de 3,71%, foi reduzida para 3,63% ao mês.
 
O BB, por sua vez anunciou três cortes desde novembro do ano passado. Após o anúncio da taxa básica, a instituição diminuiu a cobrança nas três modalidades de capital de giro que mantém, com queda de 0,1 ponto percentual na linha de giro rápido e de 0,08 nas outras. Dessa forma, a máxima cobrada caiu de 7,89% a.m. para 7,81% ao mês.
 
Enquanto os bancos privados anunciaram pacotes de redução envolvendo pessoa física e jurídica, os bancos controlados por capital estrangeiro promoveram cortes apenas para indivíduos.
 
O Bradesco reduziu a taxa máxima da linha de capital de giro de 5,12% ao mês para 5,04% ao mês.
 
Em conta garantida, a cobrança mínima passou a 3,89% ao mês, e a máxima para 7,01% a.m. Além disso, também houve redução em antecipação de recebíveis de duplicatas, cheques e cartão de crédito e, para pessoa física, as reduções foram em cheque especial, crédito pessoal, crédito direto ao consumidor (CDC) e no leasing para veículos. As novas taxas valem desde ontem.
 
O Unibanco terá quedas nas taxas máximas das linhas de cheque especial e capital de giro para pessoa jurídica. Na física, a redução será nas linhas de crédito pessoal parcelado (CPP) e no cheque especial, enquanto o Itaú, em pessoa jurídica reduziu as taxas de capital de giro, para 7,01% ao mês e do cheque especial para 8,87% ao mês. Em pessoa física, as reduções foram em crediário automático e no cheque especial.
 
Nos estrangeiros, o grupo espanhol Santander, com os bancos Santander e Real reduziram apenas as taxas para pessoa física, porém acima da queda da Selic, com uma queda de 0,15 ponto percentual no cheque especial, a 9,70% a.m, além de reduções nas linhas de crédito pessoal e também consignado.
 
Já o inglês HSBC manteve os cortes dentro da queda da Selic, em 0,08 ponto nas linhas de cheque especial e crédito pessoal parcelado.
 
Os efeitos da queda de um ponto percentual na taxa Selic terão reflexos no caixadas empresas. Segundo projeções da Associação Nacional dos Executivos de finanças (Anefac), na linha de capital de giro, por exemplo, um empréstimo no valor de R$ 50 mil, pelo prazo de 90 dias, teria uma redução de R$ 129,77 no total de juros pago. A entidade utilizou a taxa média inicial de 4,03%, reduzida para 3,95%. Por esses valores, segundo a Anefac, os juros a serem pagos cairiam de R$ 6.291,89 para R$ 6.162,12.
 
As instituições federais, como Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, promoveram baixas acima da Selic, o que mostra a disposição do governo de utilizar esses bancos como ferramentas para induzir quedas mais expressivas no sistema financeiro nacional.
 
Segundo a projeção da Anefac, um crédito em desconto de duplicata, no valor de R$ 20 mil, por um período de 90 dias, renderia uma redução de R$ 51,59 no total de juros pagos, de um total de R$ 2.309,61 para R$ 2.258,02. A entidade utilizou a taxa média inicial de 3,71%, reduzida para 3,63% ao mês.
 
O mercado de juros futuros na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) deve ter menos volatilidade neste início de ano, após a decisão do Copom. Segundo analistas, há uma perspectiva mais sólida quanto ao futuro da política econômica brasileira. Ontem, as taxas de DI futuro para fevereiro e março tiveram queda de até 0,2 ponto percentual, após o anúncio da nova taxa básica.

Veículo: DCI