Gerente de banco é acusado de golpe de R$ 6 mi em 70 clientes

O ex-gerente do Bradesco de Urupês J.E.S. é acusado por pelo menos 70 clientes do banco, e por outros, do Banco Finasa e do Bradesco Leasing, de cometer fraudes em contratos de financiamentos que somariam R$ 6 milhões, aproximadamente.

 De acordo com os advogados José Mussi Neto e Emílio Ribeiro Lima, de Rio Preto, que defendem cerca de 20 vítimas, a desconfiança teve origem na análise de 44 ações judiciais de busca e apreensão de bens financiados com participação do gerente.
 
Os valores dos contratos informados verbalmente pelo gerente aos clientes teriam sido alterados para mais, o que levou à inadimplência.
 
As ações estão com a juíza de Urupês, Gislaine Faleiros. “Ela não tem obrigação de saber se houve fraude ou não. Diante da inadimplência, ela dá a busca e apreensão”, afirma Ribeiro Lima. “Agora vamos contestar.”
 
É o caso de Adalvair Sassi Filho, que comprou um caminhão por R$ 125 mil e reboque por R$ 35 mil. Segundo os advogados, Sassi teria assinado os documentos em branco, inclusive autorização de transferência de valores.
 
No preenchimento do contrato, o preço do caminhão pulou dos R$ 125 mil para R$ 147 mil e o do reboque para R$ 50 mil. As prestações, dos dois contratos, somadas, seriam de R$ 4,2 mil, mas com as fraudes, ficaram em R$ 5.281,75. Os valores a mais foram parar em contas de terceiros, afirma a defesa dos clientes.
 
Sassi procurou o banco e foi informado de que uma auditoria interna havia constatado irregularidades. Também soube que o gerente havia sido demitido. Mesmo assim, o banco quer o caminhão e o reboque de volta.
 
Banco não comenta caso
O Banco Bradesco não comenta as suspeitas contra o ex-gerente do Bradesco de Urupês, J.E.S., nem as ações de retomada dos bens financiados por supostas fraudes praticadas por ele.
 
Em nota encaminhada por e-mail ao BOM DIA, a assessoria de imprensa do banco informa resumidamente: “O Bradesco foi citado em uma única ação, porém não irá se manifestar, pois o assunto está sub judice.”
 
O gerente, que mora em Mendonça, nega as suspeitas levantadas pelos clientes e advogados. Ele diz que é impossível algum cliente assinar contrato em branco. “Não há mais como acontecer isso. Nem o banco permite.”
 
Sobre sua demissão, J.E.S. disse que ocorreu naturalmente. “Não fui demitido por justa-causa. Ao contrário, recebi todos os meus direitos. Se eu tivesse cometido deslizes, o banco não me perdoaria”, disse. 

Veículo: Rede Bom Dia