Bancos correm para reduzir juro após corte de 1 ponto na Selic

SÃO PAULO - A decisão do Comitê de Política Econômica, que ontem reduziu a a Selic em 1 ponto percentual, teve efeito imediato no sistema financeiro nacional, com os bancos anunciando em massa queda em suas taxas de juros.

 A redução nas cobranças se mantém a uma faixa de 0,08 ponto percentual ao mês, o que significa um repasse total da queda da Selic, que é anual.
 
Em pessoa jurídica, o Bradesco reduziu a taxa da linha de capital de giro de, no mínimo, 2,76% ao mês para 2,68%, e a taxa máxima passou de 5,12% ao mês para 5,04% ao mês.
 
Em conta garantida, a cobrança mínima passou a 3,89% ao mês, e a máxima para 7,01% a.m..
 
Além disso, também houve redução em antecipação de recebíveis de duplicatas, cheques e cartão de crédito e, para pessoa física, as reduções foram em cheque especial, crédito pessoal, crédito direto ao consumidor (CDC) e no leasing para veículos. As novas taxas valem a partir de hoje.
 
O Unibanco terá quedas nas taxas máximas das linhas de cheque especial e capital de giro para pessoa jurídica. Na física, a redução será nas linhas de crédito pessoal parcelado (CPP) e no cheque especial, com valores válidos a partir de segunda-feira.
 
O Itaú, em pessoa jurídica reduziu as taxas de capital de giro, para 7,01% ao mês e do cheque especial para 8,87% ao mês. Em pessoa física, as reduções foram em crediário automático - para 7,01% ao mês - e no cheque especial para 8,87% ao mês. Os novos valores também passam a vigorar segunda-feira.
 
Os bancos públicos federais, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, tiveram reduções acima da queda da Selic em diversas modalidades.
 
O primeiro anunciou um pacote de reduções em onze linhas, enquanto o Banco do Brasil , para pessoa jurídica, diminuiu a cobrança nas três modalidades de capital de giro que mantém, com queda de 0,1 ponto percentual na linha de giro rápido, de 2,24% a 2,50% ao mês para 2,14% a 2,40%. A linha giro flex, teve redução do mínimo de 1,74% a.m. para 1,66% a.m., e a linha empresarial, para cobranças entre 5,23% a 7,81%. Para indivíduos, as reduções, em ressonância com a Selic, foram no cartão de crédito, para 3,71% a.m, na taxa máxima do cheque especial, para 7,91% a.m, e na mínima de 1,34% a.m. Reduções acima da taxa básica tiveram as modalidades de CDC crediário, de 3,19% para 2,62%, a linha de material de construção, de 1,88% chegou a 1,78%, e o parcelado cartão, de 3,56 % para 3,46%.
 
O Santander e o Real, reduziram apenas as taxas para pessoa física, acima da queda da Selic. A taxa máxima do crédito pessoal cai de 6,69% para 6,36%.. No consignado, a máxima mensal cai para 3,50% ao mês, e a mínima para 1,89%, para contratos em até 1 ano. No cheque especial e no Realmaster, há uma queda de 0,15 ponto, a 9,70% a.m.

Veículo: DCI