Montadores pedem ao governo mudanças no sistema de leasing

Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo informa que a Anfavea discute com o governo mudanças na legislação do sistema de leasing com o objetivo de estimular as vendas. Segundo o presidente da Anfavea, Cledorvino Belini, a vantagem desse tipo de contrato de arrendamento, em que o carro permanece no nome da financeira até sua quitação, são juros mais baixos, pois há maior segurança por parte da instituição que libera o crédito.

"Como o carro fica no nome da financeira, a retomada em caso de inadimplência é mais rápida", afirma o Belini. A maioria das financeiras, contudo, desistiu de oferecer esse produto devido aos problemas decorrentes do fato de o carro ficar no nome do arrendador, como, por exemplo, o não pagamento de multas e impostos por parte do usuário do veículo, de acordo com jornal O Estado. De S. Paulo.

O Ministério da Fazenda ficou de avaliar o que é possível fazer, de acordo com o presidente da Anfavea. Com o IPI menor e mais facilidade no crédito, ele avalia que as vendas possam crescer até 5% este ano.

Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Leasing (Abel), em 2007 a carteira de financiamentos era superior a R$ 100 bilhões, sendo cerca de 85% voltada a veículos. Hoje, atinge cerca de R$ 40 bilhões. 

A Abel também espera uma solução rápida para a questão da cobrança de impostos e multas, pois vários Estados criaram leis que responsabilizam o arrendador pelo não pagamento. "É o principal problema que temos, pois outros dois grandes entraves já foram solucionados", diz o presidente da Abel, Osmar Roncolato. O leasing já respondeu por 30% a 35% dos financiamentos em 2007 e 2008, mas hoje a participação é de apenas 2%. A inadimplência nessas carteiras é de 10,2%, enquanto no CDC é de 6,4%.

Veículo: O Estado de São Paulo - 05/04/2013