Poder do crédito no maior resultado de banco na história do Brasil

Itaú-Unibanco lucra R$ 14,4 bilhões

O saldo da carteira de crédito atingiu R$ 397 bilhões, com crescimento de 19,1%

Impulsionado pelo forte crescimento de sua carteia de crédito, o Itaú-Unibanco teve o maior lucro bancário da história do Brasil no acumulado de 2011, R$ 14,6 bilhões, superando seu próprio recorde atingido em 2010 em 9,7%, quando havia obtido R$ 13,32 bilhões.

No quarto trimestre de 2011, o banco registrou lucro líquido de R$ 3,68 bilhões, redução de 5,4% em relação ao mesmo período de 2010 e de 4,9% quando comparado ao terceiro trimestre de 2011.

Os recursos próprios livres, captados e administrados totalizaram R$ 1,1 trilhão no término do ano, crescimento de 13,4% quando comparado com 2010. Deste total, 41,7% foram provenientes de fundos de investimentos, carteiras administradas e provisões técnicas de seguros, previdência e capitalização; 34% de depósitos, debêntures e recursos de letras; e 24,3%, de recursos próprios e outras captações. O saldo dos ativos sob administração encerrou o ano de 2011 em R$ 403,9 bilhões, evolução de 11% em relação ao ano anterior.
 
Carteira de Crédito
 

O aumento do lucro do Itaú-Unibanco foi impulsionado pelo forte crescimento do crédito no país. Ao fim de 2011, o saldo da carteira de crédito atingiu R$ 397 bilhões, crescimento de 19,1% em relação ao ano anterior, com destaque para a carteira de crédito imobiliário, que ao término do ano atingiu R$ 13,5 bilhões, com crescimento de 66,7% em comparação com o final de 2010.

A carteira de veículos (na qual o Itaú afirma ser líder), se manteve estável, alcançando saldo de R$ 60,1 bilhões. As novas concessões de financiamento e leasing de veículos somaram R$ 7,3 bilhões e as operações de financiamento, leasing e Finame de veículos pesados, atingiram saldo de R$ 8,4 bilhões em 31 de dezembro de 2011.
 

Produtos como cartões de crédito, crédito pessoal e empréstimos consignados próprios apresentaram crescimento de 18% e 47%, respectivamente, quando comparados com 31 de dezembro de 2010, para os montantes de R$ 38,96 bilhões e R$ 35,06 bilhões; empréstimos consignados próprios subiram 38,5%.

No total, a carteira de crédito para pessoas físicas no Brasil alcançou R$ 147,6 bilhões, 18% superior ao valor registrado no ano anterior; no exterior, a carteira de crédito das operações nos países do Mercosul (Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai) apresentou crescimento de 28,5% em relação a 31 de dezembro de 2010, alcançando saldo de R$ 6,4 bilhões.

No Brasil, a carteira de crédito para pessoas jurídicas, atingiu R$ 228,8 bilhões em dezembro, crescimento de 17,9%.

A carteira de crédito e coobrigações do Itaú BBA (onde o banco atende empresas com faturamento acima de R$ 150 milhões), chegou a R$ 139,9 bilhões, evolução de 21,3% quando comparada a dezembro de 2010. As posições de financiamentos de comércio exterior tiveram crescimento de 46,8%.

O segmento de micro, pequenas e médias empresas (companhias com faturamento de até R$ 150 milhões ao ano) apresentou saldo de R$ 88,9 bilhões, crescimento de 13%.

No Chile, Argentina, Uruguai e Paraguai, as operações de crédito para empresas somaram a R$ 14,2 bilhões, incremento de 51,7%.

Apesar do aumento dos empréstimos, o índice de inadimplência total (que considera o saldo das operações em atraso há mais de 90 dias) alcançou 4,9% em 31 dezembro de 2011, aumento de 0,7 ponto percentual em relação a dezembro de 2010. O indicador atingiu 6,6% para carteira de clientes pessoas físicas e 3,5% para carteira de clientes pessoas jurídicas ao final de dezembro de 2011.
 
Redecard terá capital fechado
 
O Itaú-Unibanco anunciou que pretende também fechar o capital da Redecard na BM&FBovespa, adquirindo 336.390.251 ações ordinárias de emissão da empresa, representativas de 49,9859% de seu capital social. O preço máximo a ser ofertado será de R$ 35 por ação. O Banco Itaú BBA atuará como assessor e instituição intermediária da OPA.
 

O Conselho de Administração da Redecard deverá convocar Assembléia Geral Extraordinária (AGE) da empresa, para que os detentores de ações em circulação, conforme definido no Regulamento do Novo Mercado, deliberem sobre a contratação de empresa especializada para elaborar o laudo de avaliação das ações RDCD, com base em lista tríplice a ser apresentada pelo Conselho. Os acionistas deverão deliberar sobre a saída da Redecard do Novo Mercado.

A realização da OPA ficará sujeita à aprovação dos órgãos reguladores e os demais termos e condições da oferta serão oportunamente divulgados ao mercado, de acordo com as normas aplicáveis.
 

Veículo: Monitor Mercantil Digital - 07/02/2012