Consumo consciente faz bem para a natureza e para o bolso

Juros mais baixos para carros que consomem menos, facilidade para conversão do veículo para gás natural, incentivo para reforma e instalação de equipamentos de economia de energia e de utilização de energia renovável. Estes são alguns dos itens contemplados por linhas de crédito específicas e que ajudam o consumidor a fazer escolhas que, além de contribuírem com a natureza, também fazem bem ao bolso. 

Exemplo bem-sucedido de incentivo ao consumo consciente, o Projeto Nova Geladeira, desenvolvido pela Coelba, desde 2008, retira de circulação geladeiras em péssimo estado de conservação, evitando que o gás CFC-R12 seja lançado na atmosfera e ainda contribui com a economia de energia elétrica, principalmente de famílias de baixa renda.

O selo do Inmetro de consumo e eficiência energética, popular entre eletrodomésticos, agora estampa, também, carros vendidos no Brasil. Além do consumo de combustível, a certificação, feita pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), avalia a emissão de gases tóxicos, a economia de combustível e a utilização de biocombustível em cada modelo.  

A partir da certificação do Ibama, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil lançaram linhas decrédito com juros menores para modelos que consomem menos. Na Caixa, o juro, que varia de 1,69% a 2,25% ao mês para 1,39% para carros ecoeficientes. No BB, o juro mínimo para financiamento de veículos cai de 1,32% para 1,20% nos modelos certificados. 

Todos os índices apresentados pelos bancos estão abaixo da média pesquisada pelo Banco Central, que calculou 2,17%, o índice médio para financiamento de veículos no Brasil. Antes de escolher qual carro, o  consumidor pode consultar quais os modelos mais econômicos no site do Ibama. Há opções desde motores 1.0 a 2.0 como Celta (GM), Idea (Fiat), Fox (VW), Ka (Ford), Picanto (Kia), Sentra (Nissan) e C3 (Citroën).

Reforma - O crédito para reformar a casa também pode sair mais barato se a obra contemplar equipamentos que consomem menos energia. No Bradesco, entre as opções de financiamento estão: oleasing ambiental, com crédito a partir de R$ 200 e prazo para pagar em até 60 meses, e o CDC para aquecedores solares, com taxas de 3,94% a 4,44% ao mês e pagamento em até 48 meses. 

O banco Itaú estima que a linha de crédito especial para reformas e compra de aquecedor solar beneficie mais de cinco milhões de clientes no Brasil. O banco permite o financiamento de até R$ 50 mil com juro a partir de 2,56%, e prazo de até 48 meses. 

“Com o dinheiro para pagamento à vista, o cliente pode negociar mais, aproveitar promoções e até obter descontos”, afirma André Dare, superintendente de produtos pessoa física do banco.

Veículo: A tarde online - 22/10/2011